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Riscos da obesidade: Conheça os 10 riscos

Você sabe quais são os riscos da obesidade para a saúde? A obesidade é considerada uma doença endêmica, isso significa que ela atinge uma grande parcela da população e se dissemina rapidamente, especialmente em populações específicas, de uma mesma área geográfica ou com similaridades como a mesma faixa etária.

A grande diferença dela e de outras doenças endêmicas como a dengue e a febre amarela é que não depende de um contágio, mas sim de uma predisposição genética/metabólica e especialmente de uma questão cultural, de um estilo de vida perigoso. 

No Brasil, quase 20% da população é obesa, conforme a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde. 

Quais as causas de obesidade?

Na maior parte dos casos, a obesidade ou o sobrepeso são causados por fatores genéticos e ambientais, que somados aos péssimos hábitos alimentares na modernidade, tem aumentado cada vez mais a o índice de pessoas obesas no mundo. 

Durante muito tempo, especialistas e a sociedade em geral atribuíram às gorduras a principal causa desse mal, mas hoje o principal inimigo da alimentação humana é o carboidrato. Atualmente a nossa alimentação é composta de 11 vezes mais carboidratos do que gorduras e as proteínas, que deveriam ser a base da alimentação, mas que acabam sendo deixadas de lado.

No âmbito da saúde, em vez de educar para o equilíbrio na hora de se alimentar, boa parte dos médicos, por influência da indústria farmacêutica, acaba investindo os maiores esforços em tratar as consequências da má alimentação através de remédios para emagrecer e para tratar outros problemas de saúde.

Veja 10 riscos da obesidade

1) Desenvolver doenças cardiovasculares

A obesidade e sobrepeso comprometem o funcionamento e mudam a estrutura dele. O que acontece é que quanto maior é o sobrepeso, maior é o esforço do órgão para conseguir bombear o sangue. Essa situação, por sua vez, aumenta a pressão arterial, que multiplica os riscos de infartos e derrames.

2) Sobrecarga psicológica

Na nossa sociedade, a magreza é sinônimo de beleza e também de saúde, por isso as pessoas gordas acabam se sentindo menosprezadas e marginalizadas, o que contribui para o aparecimento de diversos problemas psicológicos como ansiedade e depressão, além dos distúrbios alimentares. 

A falta de resultados das dietas milagrosas também causam efeitos destrutivos para o psicológico dessas pessoas. Por isso, na hora de buscar emagrecer, é necessário pensar em formas que não vão causar ainda mais frustração.

3) Redução da tolerância ao calor e problemas dermatológicos

Adultos e idosos obesos produzem mais suor, isso acontece porque o corpo precisa fazer mais esforço para se manter funcionando perfeitamente, ocorrendo também a redução da tolerância ao calor. Nas dobrinhas do corpo, o suor acumulado pode acabar causando dermatites que geram vermelhidão, irritação e até erupção na pele. Essas situações não são contagiosas, mas podem gerar muito desconforto. 

4) Mais chance de ter doenças nos ossos

Uma pesquisa realizada em Harvard (EUA) em 2013 indicou que a obesidade pode aumentar o risco de uma pessoa desenvolver osteoporose. Isso porque diferente do que se imaginava antigamente — que a obesidade tornaria os ossos mais fortes — essa pesquisa mostra que a gordura presente no corpo pode estar também nos ossos e especialmente na medula óssea, podendo enfraquecer os ossos do corpo inteiro. O principal problema da osteoporose é que ela aumenta o risco de fraturas.

5) Maior suscetibilidade a alguns tipos de câncer

Pesquisas mostram que as pessoas obesas ficam mais suscetíveis também a pelo menos 10 tipos de câncer. Entre eles o de mama, endométrio, colo de útero, ovário, rim, vesícula biliar, fígado, cólon e tireoide. A principal explicação para essa relação entre obesidade e câncer está na células adipócitas, que além de armazenar gordura, fabricam substâncias que auxiliam no funcionamento do organismo. Quando essas células estão cheias de gordura, elas intensificam a produção de proteínas inflamatórias e de hormônios como a leptina. Essa produção em excesso promove também a multiplicação das células tumorais.

6) Resistência a anestésicos

Na hora de realizar cirurgias, a pessoa obesa e a equipe médica passam por sérios problemas. Geralmente a tabela dos anestésicos vai para pessoas com até 120 -140kg, para quem está além desse peso é necessário ter um plano personalizado. Depois da anestesia aplicada, há também outros riscos, sendo os principais deles os problemas respiratórios e no coração.

7) Problemas com a autoestima

Nesse caso por causa da pressão social, a autoestima das pessoas gordas e obesas costuma ficar muito abalada, especialmente porque são tratadas como pessoas sem força de vontade ou desleixadas, o que não é verdade. Pessoas com sobrepeso geralmente necessitam de um acompanhamento profissional para conseguir tanto emagrecer, quanto melhorar a autoestima.

8) Doença pulmonar e renal

Pessoas obesas apresentaram redução dos volumes e capacidades pulmonares, comparado às pessoas magras. Um índice de massa corporal elevado também é um fator de risco importante para o desenvolvimento de doença renal crônica. Por conta do sobrepeso, acontece uma hiperfiltração compensatória para atender às elevadas exigências metabólicas do corpo. 

9) Apnéia do sono

A apneia do sono é caracterizada por uma parada completa do fluxo do ar pelo nariz ou pela boca por cerca de 10 segundos. A principal forma de perceber esse problema é através do ronco. Isso acontece porque a gordura acumulada no pescoço, acaba reduzindo o diâmetro da faringe, gerando um esforço maior para respirar.

10) Altas chances de desenvolver diabetes tipo 2

Para a diabetes Mellitus do tipo 2, o ganho de peso é um dos principais fatores de risco ambiental para o desenvolvimento da doença. Mesmo em pessoas não obesas, o diabetes tipo 2 pode aparecer caso haja um ganho de peso importante. É o excesso de gordura depositada no fígado, no pâncreas e em outros órgãos que atrapalha a ação da insulina e faz com que os índices de glicemia se desregulem.

Qual a melhor dieta para se manter fora do risco da obesidade

Para algumas pessoas, emagrecer de forma saudável é simples, para outras pessoas não é uma tarefa fácil, por isso, o acompanhamento de um médico é essencial. Uma das primeiras iniciativas, no entanto, deve ser compreender quais alimentos tóxicos e excluí-los da dieta. Além disso, pode ser importante recuperar o equilíbrio hormonal através de tratamentos que otimizam seus níveis.

As dietas que são realizadas com base em contagem de calorias são chatas de fazer e trazem resultados ineficazes. As calorias estão em todo tipo de alimento e o mais importante na hora de realizar uma reeducação alimentar é a origem das calorias entre proteínas, carboidratos, gorduras etc.

Se você está precisando de ajuda para desenvolver uma dieta equilibrada e dar um fim aos riscos da obesidade, entre em contato com a gente. Na clínica Longevidade Personalizada, trabalhamos com uma visão do ser humano como um todo, planejando tratamentos completos e individualizados. 

Dr. Victor Paviani

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