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Compulsão alimentar: saiba se você está comendo demais

Não existe uma dieta alimentar que sirva para todas as pessoas do mundo, alguns organismos exigem mais calorias diárias, outros rejeitam componentes como glúten e lactose. Mas existem alguns comportamentos alimentares que não fazem bem pra ninguém. Por isso, com a ajuda das informações desse texto você vai conseguir avaliar se está comendo demais e desenvolvendo uma compulsão alimentar.

O comer compulsivo é um padrão recorrente, está relacionado ao fato de a pessoa comer uma grande quantidade de alimentos rapidamente, perdendo o controle e não conseguindo parar de comer mesmo quando se sente saciada. É importante ressaltar que para que seja caracterizado como doença, esse comer compulsivo precisa ocorrer pelo menos duas vezes por semana. O que quer dizer que aquela exagerada no almoço de domingo pode acarretar em culpa, estufamento e outras sensações negativas, mas por si só, não caracteriza uma compulsão alimentar.

A comida é um prazer?

Na nossa sociedade e em muitas outras, o momento da alimentação é visto como um lugar de prazer, de confraternização, de encontro. Quem nunca usou aquele convite do “vamos tomar um café” que nada tem a ver com o café, mas sim com a companhia? Isso é super saudável e faz parte da nossa cultura.

O grande problema, que pode levar à compulsão alimentar, é ver na comida uma fonte exclusiva de prazer. A longo prazo, o “estou triste, vou comer um sorvete para melhorar” e o “estou feliz, vou comer um sorvete para comemorar” acabam tornando a alimentação o escape mais importante da vida, quando na verdade, a alimentação não é a única forma de sentir prazer.

Biológica e historicamente, nós nos alimentamos para nos mantermos vivos, não para ficarmos alegres. Para sentir prazer, realizamos outras atividades como praticar um esporte, transar, passear ao ar livre. Então se você vê a comida como um prazer, ou pior, como o único prazer da sua vida, está na hora de repensar a sua alimentação e seus hábitos de vida.

Fatores que levam à compulsão alimentar

Quando uma pessoa se dedica a alguma dieta restritiva sem o acompanhamento de um especialista, é muito comum que volte a comer em seguida e faça isso de forma compulsória porque o corpo deseja “compensar” pelo tempo de restrição. Por isso é tão comum que as “dietas milagrosas” na verdade acabem gerando ainda mais sobrepeso para as pessoas.

Um segundo fator que pode estar contribuindo para a compulsão são os problemas hormonais. Se uma pessoa está com taxa hormonal alterada ou com os receptores disfuncionais, os neurotransmissores podem não estar recebendo os sinais de fome e de saciedade, contribuindo assim para uma alimentação também disfuncional.

Outro fator para a compulsão alimentar é a depressão e ansiedade. Que podem ser causadoras da compulsão ou acarretadas por meio dela. Neste caso, o tratamento da compulsão alimentar pode necessitar também de um acompanhamento psicológico.

“Pessoas com transtorno de compulsão alimentar podem experimentar sentimentos de angústia, culpa ou auto aversão quando comem compulsivamente. Os transtornos alimentares são prejudiciais à saúde e frequentemente coexistem com depressão, ansiedade e/ou abuso de substâncias”

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), 2018.

Sinais de que você está com compulsão alimentar:

  1. Você come além do limite da satisfação?
  2. Você se sente culpado ou culpada depois de comer mais do que deveria?
  3. Você levanta no meio da noite para comer?
  4. Você vê na alimentação um dos principais prazeres na vida?
  5. Você comer escondido?
  6. Você come sem sentir fome?
  7. Você come muito rápido?
  8. Você se sente impotente frente à comida?

Se você respondeu sim para mais da metade das perguntas, é hora de pensar em dar início à uma reeducação alimentar, só assim a relação com a comida poderá ser saudável.

Como evitar a compulsão alimentar

Uma das principais tarefas para evitar a compulsão alimentar é ter horários fixos para se alimentar. Assim é possível acostumar o relógio biológico. O relógio biológico é responsável por ajustar os horários de dormir, acordar, comer, esvaziar a bexiga e os intestinos, produzir hormônios… Para que tudo isso funcione bem, é necessário que o corpo tenha uma rotina.

Outra questão importante é comer os alimentos certos em cada refeição:

Café da manhã: o café da manhã é principal refeição do dia. É nesse momento que absorvemos grande parte da energia para o dia todo. Por isso as fibras e proteínas presentes em alimentos são sempre bem vindas.

Almoço: no almoço a alimentação tem que ser mais completa, contando também com macronutrientes de boa qualidade (gorduras, proteínas e carboidratos). O prato deve ser colorido e contar sempre com legumes e vegetais!

Café da tarde: para manter a energia até o final do dia, no café da tarde aposte em opções leves como nozes e castanhas. Este é um momento que exige mais atenção, pois nesta hora, a presença de alimentos com alto teor de carboidratos refinados, podem complicar a sua vida!

Jantar: ao contrário do que muitas pessoas fazem, o jantar é o momento de comer mais leve. Ninguém merece dormir com fome, mas também fica difícil de pegar no sono quando o organismo está trabalhando para digerir um jantar super pesado. Por isso, a noite prefira comer saladas ou sopas com muitos legumes e vegetais.

Sabe aquela história de que é importante comer a cada três horas? Então, nem sempre isto é necessário. E normalmente, comer com um intervalo menor que 3 horas, é um erro extremamente comum.

Se você se identificou com alguns dos sinais de compulsão alimentar e gostaria de mudar sua relação com a alimentação, procure o auxílio de um profissional para essa jornada. Em Joinville, atendemos essa demanda na Clínica Longevidade Personalizada. Entre em contato conosco pelo telefone (47) 3001-0321 ou venha fazer uma visita.

Dr. Victor Paviani

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